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António Graça de Abreu


 

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António Graça de Abreu nasceu no Porto, em 1947. Licenciado em Filologia Germânica e Mestre em História dos Descobrimentos e Expansão Portuguesa, foi professor de Língua e Cultura Portuguesa em Pequim e tradutor/corrector nas Edições de Pequim em Línguas Estrangeiras, entre 1977 e 1981. Investigador da presença portuguesa na China, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Oriente.

Professor do ensino secundário, leccionou Sinologia na Universidade Nova de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Lisboa. Entre 1990 e 2004, ano após ano, foi professor dos cursos anuais de Cultura e Civilização Chinesa, História de Macau e História da China a funcionar na Missão de Macau em Lisboa, depois Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa.

Traduziu para português O Pavilhão do Ocidente (1985), teatro clássico chinês, e os Poemas de Li Bai (1990), Prémio Nacional de Tradução 1991, Poemas de Bai Juyi (1991) e Poemas de Wang Wei (1993). É autor de China de Jade (1997), China de Seda (2001), Terra de Musgo e Alegria (2005) e China de Lótus (2006) e co-autor de Sinica Lusitana, vol. I e II, (2000 e 2003).

Escreveu a biografia de D. Frei Alexandre de Gouveia, Bispo de Pequim, (1751-1808), Lisboa, Universidade Católica, 2004.

Em Janeiro de 2007 foi publicado pela Guerra e Paz Editores o seu Diário da Guiné, Lama, Sangue e Água Pura, textos do dia a dia da sua passagem pela Guerra Colonial.

Pertenceu, entre 1996 e 2002, à direcção da European Association of Chinese Studies (Heidelberg e Oxford).

 

 

30 PERGUNTAS A PARTIR DO QUESTIONÁRIO DE PROUST

 

1. O que é para si a felicidade absoluta?

R- Paz, serenidade, amor

 

2. Qual considera ser o seu maior feito?

R- A minha tradução dos Poemas de Li Bai (701-762), Prémio Nacional de Tradução1990.

 

3. Qual a sua maior extravagância?

R- Amar.

 

4. Que palavra ou frase mais utiliza?

R- Não sei.

 

5. Qual o traço principal do seu carácter?

R-  Generosidade, ingenuidade.

 

6. O seu pior defeito?

R-  R- Teimosia.

 

7. Qual a sua maior mágoa?

R-  Amores desavindos

 

8. Qual o seu maior sonho?

R- Amores não desavindos.

 

9. Qual o dia mais feliz da sua vida?

R-  Aldeia Branca, início de Junho de 1985.

 

10. Qual a sua máxima preferida?

R- Se conheces, actua como homem que conhece, se não conheces, reconhece que não conheces. Isso é conhecer. (Confúcio disse!)

 

11. Onde (e como) gostaria de viver?

R- Canedo, Vila da Feira, numa casa sobranceira a um regato, na floresta com a mulher daminha vida.

 

12. Qual a sua cor preferida?

R- Verde.

 

13. Qual a sua flor preferida?

R-  Lírios, rosas.

 

14. O animal que mais simpatia lhe merece?

R-  O panda.

 

15. Que compositores prefere?

R- Beethoven, Mozart, Débussy.

 

16. Pintores de eleição?

R- Greco, Leonardo, Miguel Ângelo, Goya, Ingres.

 

17. Quais são os seus escritores favoritos?

R-  Eça, Camilo, Cao Xueqin,

 

18. Quais os poetas da sua eleição?

R- Camões, Li Bai, Du Fu, Wang Wei.

 

19. O que mais aprecia nos seus amigos?

Honestidade, alegria de viver.

 

20.Quais são os seus heróis?

R- Os soldados que morreram a meu lado na guerra da Guiné.

 

21. Quais são os seus heróis predilectos na ficção?

R- Becky, de Tom Sawyer, (Mark Twain), Bao Yu do Sonho do Pavilhão Vermelho de Cao Xueqin (sec. XVIII).

 

22. Qual a sua personagem histórica favorita?

R- D.João II.

 

23. E qual é a sua personagem favorita na vida real?

R- Wang Hai Yuan.

 

24. Que qualidade(s) mais aprecia num homem?

R- A honestidade, a coragem, a lealdade.

 

25. Que qualidades mais aprecia numa mulher?

R- As mesmas, mais a beleza.

 

26.Que dom da natureza gostaria de possuir?

R-  Uma enorme aptidão para ler e falar bem chinês.

 

27. Qual é para si a maior virtude?

R- A honestidade.

 

28. Como gostaria de morrer?

R- Em paz, de repente, concluídos todos os grandes trabalhos.

 

29. Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?

R- Um grande mandarim chinês do século XVIII.

 

30. Qual é o seu lema de vida?

R- Amar, trabalhar, descansar.

 

 

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António Graça de Abreu was born in Oporto, Portugal, in 1947. Graduate in Germanic Philology and Master’s Degree in History of the Portuguese Discoveries and Overseas Expansion, he taught Portuguese Language and Culture, in Beijing, and worked as a translator for the Beijing Foreign Languages Press, from 1977 to 1981. Researcher of the history of the Portuguese in China, he was awarded scholarships by  both the  Fundação Calouste Gulbenkian and the Fundação Oriente.

A secondary school teacher, he also lectured Chinese Culture and History at Universidade Nova de Lisboa and Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Lisbon. Since 1990, he has worked as a teacher of the annual courses in Chinese Culture and Civilisation, History of Macau and Chinese History at the Macau Mission in Lisbon. He has translated a number of works into Portuguese: The Western Chamber (1985), a classical Chinese drama, and the Poemas de Li Bai, (1990), for  which he was awarded the National Translation Prize 1991, the Poems de Bai Juyi (1991) and the Poems de Wang Wei (1993). He is also the author of China de Jade (1997) and China de Seda (2000), Terra de Musgo e Alegria (2005) and China de Lótus (2006), portuguese poetry. With Prof. Zhang Weimin (University of Lisbon) and Prof. Dr. Roderich Ptak (University of Munich, Germany ) he is co-autor and translator of Sinica Lusitana,I and II, 2000/ 2003, an anthology of old Chinese documents in Portuguese archives and libraries.and  He wrote the biography of  D. Fr. Alexandre de Gouveia, Bishop of Peking, 1751-1808, published by the Universidade Católica, Lisbon 2004. He is the author of Diário da Guiné, Lama, sangue e água pura, a diary of his days in the  Portuguese Colonial War.

From 1996 to 2002, he was a member of the board European Association of the Chinese Studies.

 

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