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Gonçalo M. Tavares
nasceu em 1970. Foi Bolseiro do Ministério da Cultura – IPLB com
uma bolsa de Criação Literária para o ano 2000, na área de poesia.
Em Dezembro de
2001 publicou a sua primeira obra: Livro da dança, na Assírio
e Alvim.
Recebeu o Prémio
Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal
Expresso, com a obra O senhor Valéry (Caminho) e o Prémio
Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com
Investigações.Novalis.(Difel)
Publicou O
homem ou é tonto ou é mulher
e A colher de Samuel Beckett e outros textos, ambos no Campo
das Letras e adaptados para teatro.
Está representado
em antologias de poesia publicadas na Holanda (“Hotel Parnassus,
Poetry International 2002”) e na Bélgica (“Het laatste anker” - “O
último refúgio - 300 poemas de todo o mundo sobre a morte”, Lannoo/Atlas),
e editado em revistas inglesas e americanas.
Traduzido para
italiano com um conto inserido na antologia “Racconti senza dogana“
– “Jovens escritores para a nova Europa” (Gremese Editore).
No grupo OuLIPO
(França) foi realizada, em 2003, uma leitura de algumas histórias de
“O Senhor Valéry” (com tradução e leitura de Jacques Roubaud).
Ainda em 2003
publicou O Senhor Henri (Caminho).
“O Senhor Valéry”
foi traduzido para francês, com um prefácio de Jacques Roubaud, e
editado em Setembro de 2003 na “Joie de Lire”.
Publicou os
romances: Um homem: Klaus Klump, em Novembro de 2003, e A
máquina de Joseph Walser (Abril, 2004) na Caminho.
Publicou
Biblioteca (Abril 2004, Campo das Letras).
Críticas
“Mas no
panorama actual da literatura portuguesa não há ninguém tão aplicado
na construção daquilo a que, com muitas suspeitas, chamamos “obra” –
mobilizando a ideia de autor, de projecto e de sistema – como
Gonçalo M. Tavares.”
António
Guerreiro, “Expresso” Maio de 2004, sobre A máquina de Joseph Walser
“Numa altura
em que uma nova inocência épico-narrativa restaurou a narração do
tipo ”A marquesa saiu às cinco horas”, é bom encontrar quem se
coloca à distãncia da tagarelice e do “Kitsch” novelescos.”
António
Guerreiro, “Expresso” Maio de 2004, sobre A máquina de Joseph
Walser
“À sua
maneira, este livro é também um mausoléu, como aquele de
Enzensberger (...). Mas é, sobretudo, a construção de um labirinto
onde o escritor se deixa descobrir como leitor e nos faz perceber
que a leitura é o a priori da sua escrita.”
António
Guerreiro, “Expresso” Maio de 2004, sobre Biblioteca
“Creio que a
boa literatura portuguesa passa, sem dúvida, por este autor.”
Ondjaki, Junho
2004
“Sem dúvida
que de toda a nova geração de escritores ele (Gonçalo M. Tavares) é
o nome de amanhã.”
Pedro Teixeira
Neves in Magazine Artes (sobre A Máuina de Joseph Walser, Maio 2004)
“...magnífico primeiro romance.”
“Um dia, quando
se fizer a história literária deste começo do século em Portugal, a
obra de Gonçalo M. Tavares ocupará um lugar proeminente,”
“Gonçalo M.
Tavares escreveu um livro extraordinário, uma obra-prima”
“Eu sei que
para usar a expressão génio se exige cautela e parcimónia.
Ainda assim, arrisco. Para mim, este romance não é apenas o melhor
que li em português nos últimos anos. É um livro – e não temo a
palavra – genial.”
“A
inteligência do autor, menos irónica do que noutros livros,
aparece-nos em toda a sua extensão. Ou seja, o texto já não reflecte
o brilho do autor. É ele próprio “inteligente”.
José Mário
Silva, Diário de Notícias, 20 Novembro 2003
““O senhor
Valéry”, um livro inteligente e premiado (...)” (Expresso)
“impagável
senhor Valéry” (José António Gomes, Expresso)”
“a mais
importante revelação literária em 2002 é, sem dúvida, Gonçalo M.
Tavares.” (Eduardo Prado Coelho, Mil Folhas, Público)
“Nasce um
escritor” (Miguel Real, Jornal de Letras)
“perturbadora
é toda a escrita de Gonçalo M. Tavares” (Miguel Real, Jornal de
Letras)
“É sempre
interessante assistir, no momento exacto em que acontece, ao
aparecimento de um novo escritor.” (Pedro Mexia, Dna)
“Estamos
perante um caso muito sério da literatura portuguesa. “(Pedro Mexia,
Dna)
“Mas podemos
ir mais longe, e invocar o infeliz Buster Keaton, estóico perante a
desgraça, ou a esperteza um pouco bizarra do Senhor Hulot de Jacques
Tati. Muito boa companhia, portanto” (Pedro Mexia, Dna, sobre “O
senhor Valéry”)
“(...) uma
pequena pérola” (Pedro Mexia, Dna, sobre “O senhor Valéry”)
“(...)
perfeitinho também de alma sua gentil (...)” (Jorge Listopad, Jornal
de Letras)
“com páginas
de prodígio (...)” (Armando Nascimento Rosa, Público, acerca de
“Livro da dança”
“O senhor
Valéry tem tanto de estranho como de brilhante.” (Sara Belo
Luís, Visão)
“o autor (...)
é capaz de trazer realmente algo de novo às letras portuguesas”
(Sara Belo Luís, Visão)
“Escreve com
um poder inimitável.” (Paulo Cunha e Silva, Diário de Notícias)
“(...) a
pergunta consiste em querermos saber se Herberto Helder está
presente pela continuidade que permitiria estabelecer com a poesia
de Gonçalo M. Tavares (...) se pelo modelo de ruptura que instituiu
na história da poesia portuguesa contemporânea e que Gonçalo M.
Tavares estaria de certo modo a repetir.” (Eduardo Prado Coelho, Mil
Folhas, Público)
“(...) estamos
a entrar a pés juntos num continente novo e desconhecido, mas que já
existe inteiramente configurado e coerente.” (Eduardo Prado Coelho,
Mil Folhas, Público)
“um dos
maiores poetas para o século XXI.” (Pedro Sena-Lino, a Phala)
“poesia
conceptual, afirmativa, empenhada na investigação da linguagem.”
(Ana Marques Gastão, Diário de Notícias).
“Dir-se-ia que
se trata de um livro para crianças. De certo modo, é. Para as
crianças que um dia inevitavelmente seremos.” (Eduardo Prado Coelho,
Mil Folhas, Público, sobre “O senhor Valéry”)
“ousado e
saudável (in “A capital”, sobre “O senhor Valéry”)
“(...)palavras
novas, rápidas, soltas.” (Sandra Oliveira, DN Magazine)
“(...) porque
se trata, vale a pena sublinhar, de um escritor de ideias. O que é
raro em qualquer geração.”
“Gonçalo
Tavares representa um novo paradigma na literatura portuguesa: um
autor cerebral, preocupado com o método e com a lógica literária do
jogo, um escritor com preparação filosófica, notória em aforismos e
frases por vezes brilhantes.””
“ Mas sabemos
que os “Cadernos de Gonçalo M. Tavares” estão ainda no início, e que
podemos estar perante uma verdadeira arca pessoana.”
(Pedro Mexia,
Diário de Notícias, Março 2003)
“... um dos
mais prolíficos e elogiados escritores (poeta, dramaturgo,
ficcionista) da novíssima geração da literatura portuguesa.”
Dna, Revista
do DN, Fevereiro 2003.
“Livros (...)
que lhe valeram, por parte da crítica, a classificação de maior
revelação literária portuguesa dos últimos anos.”
(Revista LER,
Verão 2003, Sara Belo Luís)
“A aparição de
Gonçalo M. Tavares no panorama literário português, há pouco mais de
um ano, foi no mínimo invulgar, para não dizer atípica. Em vez de
apresentar o tradicional primeiro livro, este autor surgiu de
repente com uma estruturadíssima série de obras (escritas ao longo
de dez anos) e que foi publicando, com um intervalo de poucos meses,
em editoras de cariz diverso.”
(José Mário
Silva, DN, 10 Julho 2003)
Sobre O Senhor
Valéry
“Dir-se-ia que
se trata de um livro para crianças. De certo modo, é. Para as
crianças que um dia inevitavelmente seremos. (...) este senhor
Valéry tem uma longa genealogia (...) julgo que pode vir de Diderot
(...) Mas pelo caminho troca dois dedos de conversa com o nosso
Bernardo Soares do “Livro do desassossego” e ambos se referem ao
Wittgenstein que acabaram de ler. É claro que no topo desta
constelação se encontra sempre o inevitável Lewis Carroll, mas
também podemos convocar o francês Jacques Roubaud. (...) nesta
espécie de pé atrás em relação à vida e à sua roda de decisões
prementes o senhor Valéry não destoa muito desse estranho e
fascinante Bartleby de Melville.” (Eduardo Prado Coelho, Mil Folhas,
Público)
“O senhor
Valéry é um conjunto de vinte e cinco micro-histórias protagonizadas
por um senhor franzino e de pequena estatura que não gosta de ser
posto em causa e é, no fundo um solitário (...) Este Senhor Valéry
traz-me à memória outros famosos senhores, como Un certain Plume
do grande Henri Michaux ou o senhor Keuner, de Bertolt Brecht.
Mas sobretudo convoca o poeta francês Paul Valéry.” (José António
Gomes, Expresso)
“podemos (...)
invocar o infeliz Buster Keaton, estóico perante a desgraça, ou a
esperteza um pouco bizarra do Senhor Hulot de Jacques Tati. Muito
boa companhia, portanto.” (Pedro Mexia, Dna)
“O grupo
OULIPO de que faço parte apresentou a sua leitura do mês de Março no
Jussieu, em Paris. Nessa ocasião li a tradução que fiz de duas
histórias de O Senhor Valéry: ‘Os amigos’ e ‘A preguiça’.”
Jacques
Roubaud
Um Homem:
Klaus Klump é uma proeza. Livro terrível, como deve ser a literatura
fantasma de nossa época. Livro que não escreve como se fala, mas
como se pensa. Ainda estou sob seus efeitos colaterais e tenho medo
de fugir de toda ordem doméstica (risos). "O resto é aquilo que pode
morrer ao meu lado. O que pode morrer ao meu lado não sou eu."
Fortíssimo! Poema puro. Tua prosa é um poema apressado. Uma música
lenta.
Fabricio
Carpinejar, poeta brasileiro
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